Prédios de Londres: para o alto e avante

Nos últimos meses, muito tem sido dito sobre o quão alto os edifícios estão ficando em Londres, e como isso pode mudar, também de forma negativa, a sua histórica e marcante paisagem.

Londres deveria se tornar uma cidade cheia de arranha-céus, comparável a Dubai, Nova York ou São Paulo? Apaixonados por Londres dizem que não; a economia diz que sim.

A modernidade do Shard, à esquerda, em contraste com a Tower Bridge, cartão-postal da cidade. Foto: George Rex - https://www.flickr.com/photos/rogersg/

A modernidade do Shard, à esquerda, em contraste com a Tower Bridge, cartão-postal da cidade. Foto: George Rex – https://www.flickr.com/photos/rogersg/

Há pressão por mais unidades habitacionais devido aos preços muito elevados nesta área. As grandes torres ajudariam os enormes esquemas de regeneração de fundos. Hoje, a torre residencial mais alta da Europa está no bairro de Vauxhall: a One St George’s Wharf, de 594 pés, ou 181 metros.

Em março, foi divulgado que havia quase 250 prédios propostos, aprovados ou já em construção, segundo matéria do The Guardian. O grupo New London Architecture (NLA) diz que 236 edifícios terão mais de 20 andares.

Mas críticos dizem que essas “torres monstro”, como têm sido chamadas, poderiam destruir a paisagem de Londres. O The Guardian publicou este guia interativo para mostrar como ela vai mudar – basta clicar sobre cada imagem para descobrir – e é bem surpreendente!

Arte publicada no Guardian mostra a vista sul da ponte de Waterloo com as novas torres: 1) DoonStreet; 2) One The Elephant; 3) 360 london; 4) Elizabeth House; 5-6-7-8) ShellCentre; 9) Market Towers. Imagem: Hayes Davidson

Arte publicada no Guardian mostra a vista sul da ponte de Waterloo com as novas torres: 1) DoonStreet; 2) One The Elephant; 3) 360 london; 4) Elizabeth House; 5-6-7-8) ShellCentre; 9) Market Towers. Imagem: Hayes Davidson

Eles também defendem que já existem muitas torres com formas tolas, e condenam o fato de que não há planejamento sobre isso.

No fim de abril, o Guardian listou os dez piores arranha-céus de Londres – torres novas, construídas e iminentes – com Oliver Wainwright perguntando: será que o frenesi das novas torres vai estragar o horizonte de Londres, tão cheio de história?

O Walkie Talkie (à esq.), o terceiro pior arranha-céu, de acordo com o Guardian. Além de bloquear a luz de seus vizinhos, sua fachada côncava refletiu o sol do verão e derreteu carros e fritou ovos. Foto: Robert Lamb - http://www.geograph.org.uk/profile/26519

O Walkie Talkie (à esq.), o terceiro pior arranha-céu, de acordo com o Guardian. Além de bloquear a luz de seus vizinhos, sua fachada côncava refletiu o sol do verão e derreteu carros e fritou ovos. Foto: Robert Lamb – http://www.geograph.org.uk/profile/26519

David Edwards, arquiteto, pegou todos os planos para os arranha-céus e criou uma visão do futuro da cidade. O site Londontopia publicou seus desenhos-conceito.

 

  • O estudo do NLA

Sabendo que 250 torres estavam a caminho, o NLA desenvolveu um Estudo Insight sobre os prédios altos em Londres, examinando o impacto que isso terá sobre o crescimento da capital. Uma Exibição de Projetos também está disponível, apresentando uma seleção de concepções em toda a capital.

 

  • O livro de regras do prefeito

The London Plan é o livro de regras do prefeito para o desenvolvimento de toda a capital. Ele apoia edifícios altos onde eles “criem marcos atraentes reforçando o caráter de Londres, ajudem a fornecer um local coerente para polos econômicos de atividades relacionadas e/ou atuem como um catalisador para a regeneração, e onde também sejam aceitáveis ​​em termos de design e impacto no seu entorno”.

 

  • História

Mudar é parte do processo de passagem do tempo, não é? O site Londontopia publicou uma bela galeria de fotos que ilustram como o lindo horizonte de Londres mudou desde 1600.

 

  • Festival de Arquitetura

Aberto até 30 de junho, em diversos endereços, o Festival de Arquitetura de Londres consiste de um programa entregue por organizações parceiras – as principais instituições culturais e acadêmicas – com projetos associados e estúdios abertos por arquitetos, engenheiros, designers, artistas e curadores. Em 2014, o festival tem “capital” como o tema central, e explora suas diversas manifestações; de Londres como a sede do Reino Unido para governo e finanças, seus fluxos de capital social e intelectual, a política de regeneração e seu impacto sobre a cidade e sua posição como capital mundial da arquitetura, através de suas práticas e de suas construções.

 

  • Arquitetura moderna na City de Londres

Um vídeo da City de Londres mostra sua moderna arquitetura do nível da rua a 230 metros de altura:

 

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Arte dinâmica em toda a cidade

Se você tem uma queda por arte de rua, Londres é definitivamente um lugar para se estar – ou, pelo menos, para conferir quando estiver por perto.

Mas a arte de rua é viva, dinâmica, e pode desaparecer mais rápido do que você tenha tempo para saber que ela apareceu pela primeira vez. Assim, rastrear informação na internet pode ser uma excelente forma de apoiar e visitar o melhor da arte na cidade.

O Hookedblog é uma importante fonte de informações atualizadas sobre o assunto: quais artistas passaram pela cidade, que contribuições fizeram para a cena de arte de Londres, e o site explora detalhes sobre estilos dos artistas, cores e efeitos.

Artista: SHOK-1 Foto: Mark Rigney Publicado no Hookedblog.co.uk

Artista: SHOK-1
Foto: Mark Rigney
Publicado no Hookedblog.co.uk

É tudo sobre a arte de rua do Reino Unido, ou, nas próprias palavras deles: “arte efêmera, grafite, estêncil, zines, etiquetas, serigrafia, ilustração e tudo e qualquer coisa entre isso!”. Eles estão online desde 2005 e são uma excelente fonte para aqueles que querem apreciar a arte de rua e também aprender mais sobre o assunto.

No Instagram, tenho acompanhado o @londongraffiti. Eles publicam imagens de arte recentes na cidade, identificando quem é o artista – muitos não vivem em Londres – e explicando traços e características encontradas nos desenhos. Mais uma vez, há muito a ser aprendido com eles.

 

O artista é Gomez, da Itália, segundo o @londongraffiti no Instagram, de onde a foto foi retirada

O artista é Gomez, da Itália, segundo o @londongraffiti no Instagram, de onde a foto foi retirada

Já que é tudo sobre imagens, também no Instagram eu gostei do @artpiedotcodotuk, sobre arte moderna e de rua em Londres e ao redor. Ao pesquisar para escrever este post, descobri o incrível site deles. Eles escrevem críticas sobre mostras de arte e atualizam um blog muito intenso. Particularmente, adoro o post Banksys Now Wears Shoes.

Imagem publicada no site http://www.artpie.co.uk/, sem referência ao autor da arte

Imagem publicada no site http://www.artpie.co.uk/, feita por DM Toyz

O Walls Project é um esforço da Global Street Art para pintar o mundo, começando por Londres. Eles arrumam novos muros para a arte de rua e divulgam a notícia (e fotos!) sobre isso. Em março, estavam se aproximando de seu 500º mural de arte de rua. Outro grande grupo para seguir a fim de obter informações atualizadas.

Artista: Amara Publicado no site http://www.globalstreetart.com/

Artista: Amara
Publicado no site http://www.globalstreetart.com/

Isso está longe de ser tudo sobre a arte de rua em Londres, é claro, mas estas são as minhas principais referências no momento. Fico de olho nesses links para saber o que está acontecendo na arte de rua em Londres. Você tem algum artista ou sites para recomendar? Tem visto algo novo por aí?

A grandiosidade do minimalismo

A arte do minimalismo é demais! Exige atenção a detalhes, paciência e cuidado. Para mim, quando é associada a Londres, se torna ainda mais incrível, e há muitos trabalhos para se conhecer e seguir.

Roy Tyson tem um projeto chamado Roy’s People – Explore the world of the little people! (O Povo de Roy – Explore o mundo das pequenas pessoas). Ele cria imagens e instalações utilizando figures em miniatura para divulgar sua visão do mundo – às vezes, uma visão muito crítica, encorajando e provocando sua plateia.

'The Grate Tower', obra de Roy ('grate', 'ralador', fazendo um trocadilho com 'great', 'grande')

‘The Grate Tower’, obra de Roy (‘grate’, ‘ralador’, fazendo um trocadilho com ‘great’, ‘grande’)

Sua primeira instalação, Mandibularis beatle, mostrou uma família levando seu animal de estimação, um besouro, para passear na praia: “A ideia foi baseada no controle que a raça humana tem sobre qualquer outro animal”, ele explica em seu site.

'The Family', a primeira instalação de Roy

‘The Family’, a primeira instalação de Roy

Ele desafia as pessoas ao criar imagens intrigantes, humoradas, provocativas e divertidas e espera incentivar todas as idades a se interessar por arte.

Seu projeto mais popular é chamado Homeless (Sem-teto) – ele deixa figuras em miniature nas ruas de Londres para que as pessoas as encontrem e fiquem com elas. Cada figura vem com uma etiqueta assinada, explicando do que se trata e o que fazer em seguida.

'Anything's possible': a crítica de Roy ao afirmar que nada é possível

‘Anything’s possible’: a crítica de Roy ao afirmar que nada é possível

Roy terminou há pouco uma mostra na Galeria Curious Duke e na Feira The Other Art, ambas em Londres. Em julho e agosto, voltará à Galeria Curious Duck, para uma exibição de verão. Em seu site, é possível comprar imagens de seu trabalho.

Steve Wheen faz o incrível blog The Pothole Gardener – A Guerrilla Gardening blog (O Jardineiro de Buracos – Um blog de Guerrilha da Jardinagem). Ele procura criar momentos de felicidade inesperados, ao desenvolver jardins maravilhosos e muito detalhados em buracos nas ruas.

Um dos jardins do Pothole Gardener, tendo a Tower Bridge e o Shard ao fundo

Um dos jardins do Pothole Gardener, tendo a Tower Bridge e o Shard ao fundo

“Meus pequenos jardins são uma pausa ao cinza de Londres”, diz em seu site. Ele procura por buracos nas calçadas e tenta inspirar a imaginação das pessoas.

Capa do livro, lançado em 2012, a partir do trabalho publicado no site

Capa do livro, lançado em 2012, a partir do trabalho publicado no blog

Seu projeto começou como parte de seu Mestrado em Design e já deu origem a um livro, The Little Book of Little Gardens, publicado pela Dokument Press em 2012.

O mais recente trabalho do gardener, publicado em março em seu blog

O mais recente trabalho do gardener, publicado em março em seu blog

 

História viva nas ruas de Londres

Previsivelmente, há milhares de aplicativos sobre Londres – se você quer indicações confiáveis, veja o artigo ‘Top 10 Free London Apps’ do Visit London, o guia turístico oficial da cidade.

Porém, poucos são tão incríveis e encantadores quanto o aplicativo do Museu de Londres, chamado Streetmuseum e disponível no Google Play e no iTunes.

Primeiro, vamos deixar as coisas claras: estou falando do Museu de Londres, que não é o Museu Britânico. Como já vi londrinos fazendo confusão entre os dois, achei que seria legal especificar. O de Londres conta a história de – adivinhe? – Londres (uau!), e fica perto da estação de metrô de St. Paul’s.

O aplicativo traz uma perspectiva única da antiga e nova Londres, desde o Grande Incêndio de 1666 ao movimento swinging dos anos 60.

Há dois modos de usá-lo: se você selecionar um destino do mapa, uma imagem histórica do local aparece na tela, com informações da data.

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Você não tem que estar em Londres para usar. As fotos são magníficas!

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Estando em Londres, você pode usar o modo de realidade aumentada do app, que identifica sua localização e sobrepõe a imagem histórica sobre a imagem atual da câmera. Apenas aponte sua câmera para a rua e veja o mesmo local no passado. Ao tocar no botão de informação, os fatos aparecem. É de cair o queixo!

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O Streetmuseum não é novo; ele foi atualizado com mais de cem novos locais e imagens desde 1868. Os locais também foram expandidos para bairros mais distantes, como Richmond, Brent Cross e Ealing.

Para promovê-lo, o museu lançou imagens históricas de Londres justapostas a como elas estão hoje. É mágico ver como uma cidade pode mudar tanto e tão pouco!

Bow Lane, fim da dédaca de 1930. Foto de George Davison Reid

Bow Lane, fim da dédaca de 1930. Foto de George Davison Reid

 

Tower Bridge, na década de 1930. Foto de  George Davison Reid

Tower Bridge, na década de 1930. Foto de George Davison Reid

 

Covent Garden, na década de 1930. Foto de George Davison Reid

 

A foto de Wolfgang Suschitzky em Piccadilly Circus foi feita em 2 de junho de 1953, data da Coroação de Elizabeth II

A foto de Wolfgang Suschitzky em Piccadilly Circus foi feita em 2 de junho de 1953, data da Coroação de Elizabeth II

Quem quer viver no passado?

É muito fácil sentir que você está vivendo dias vintage ao caminhar por Londres, e isso não se restringe à década de 1960, quando a cidade viveu sua “Swinging era”.

Você pode sentir que está antes e antes no tempo, uma vez que é muito comum encontrar prédios construídos no século 19, 18 e até mesmo 17.

Mas não basta apenas andar por aí. É possível viver uma experiência real de estar no passado, não importa quando. Restaurantes, mercados, festas, lojas e passeios oferecem situações e produtos diferenciados que fazem toda a diferença!

Foto: Jorge Miranda Jr.

Foto: Jorge Miranda Jr. – http://www.instagram.com/jorgemirandajr

O Vintage Festival foi realizado no fim de semana passado fim de semana, 15 e 16 de março, em Southbank, região central entre a London Eye a ponte de Waterloo. O grupo de instagramers da cidade, Instagramers London, estava lá para tirar aquelas fotos mágicas, e você pode dar uma olhada nelas usando as hashtags #vintagefestival e #igerslondon ao acessar sua conta no Instagram.

Keep the classics

Estando na cidade ou querendo manter-se atualizado sobre tudo relacionado aos velhos tempos, The Vintage Guide to London é o ponto zero. Eles oferecem grandes cenas vintage organizadas por época – desde a vitoriana à década de oitenta – e é possível procurar por lugares próximos ao seu endereço na cidade.

Eles estão em todas as principais mídias sociais que existem, mas a que eu mais gosto é a página do Tumblr deles; há um monte de fotos maravilhosas. No Pinterest, as imagens são organizadas por tema – cabelo e beleza, bares, restaurantes, cafés. Muito útil!

Lena Weber é a fundadora e editora-chefe do site; ela o abriu em junho de 2010. Ela também dirige a revista Queens of Vintage – não especificamente ligada a Londres, mas uma joia para fatos e produtos antigos.

A revista semanal gratuita TimeOut mantém um guia vintage em seu site, onde até endereços clandestinos e lojas de troca de produtos estão listados – “Os clandestinos eram lugares para a bebedeira ilegal que ganharam destaque durante a época da Lei Seca, na América de 1920. Mas desde então, assumiram um status lendário: xícaras de chá cheias gim, músicos de jazz e roupas chamativas e retrôs”, esclarecem.

Finalmente, o livro The Rough Guide to Vintage London, publicado em maio de 2013, é também uma grande fonte para um guia dos velhos tempos:

Ele cobre mais de 200 atrações baratas e de luxo, de pontos de referência em East End dos bairros hiper-cool de Hoxton e Shoreditch, aos empórios excêntricos do West End, assim como a seleção de mercados de Londres e as lojas vintage mais cheias de classe ao norte e ao sul do centro, todos marcados em um mapa colorido.

O livro é do consultor-editor Wayne Hemingway e escrito por Francis Ambler, Emily Bick, Samantha Cook, Nicholas Jones e Lara Kavanagh. Pegue o seu no site da Amazon e vá viver aqueles velhos dias mágicos… Não importa em que época.

Foto: Jorge Miranda Jr.

Foto: Jorge Miranda Jr. – http://www.instagram.com/jorgemirandajr

Quem quer um site com o domínio .london? Eu!

No ano passado, a London & Partners, organização promocional oficial para Londres, com o apoio do prefeito da cidade, garantiu o novo domínio .london, em um acordo com a ICANN, o órgão mundial da internet.

Os nomes de domínio vão à venda em 29 de abril. Sim, a partir desse dia, vamos encontrar endereços na web como http://www.selfridges.london ou http://www.museum.london. Incrível, não?

Londres será uma das primeiras cidades do mundo a lançar seu próprio domínio. De acordo com os meios oficiais, empresas, organizações e indivíduos poderão registrar domínios terminados em. london, com o objetivo de maximizar suas presenças na Internet.

Dot London 3

Nos primeiros três meses, eles darão prioridade aos situados em Londres, como deveria ser. Durante este período, qualquer pessoa com interesse na cidade pode se inscrever para ter um domínio .london. Eles explicam que a atribuição dos nomes vai depender de classificação de prioridade.

A London & Partners divulgou que milhares de empresas manifestaram interesse no endereço. Em fevereiro, uma pesquisa do YouGov com pequenas empresas da cidade descobriu que mais de uma em cada quatro pretendem se registrar para um endereço .london.

As políticas para ser elegível para um domínio .london são:

• Que nomes de domínio podem ser registrados

• Os termos e condições que usuários do domínio devem respeitar

• Regras para uso aceitável – as políticas e procedimentos de reclamação

• Privacidade e proteção de dados

Fico me perguntando… Será que “amar Londres tanto que dói” é uma razão forte o suficiente para conseguir um domínio?

Fico aqui, sonhando com http://www.LillyLoves.London!

 

Número de Londres

De acordo com a London & Partners, a cidade é residência para:

• 800 mil empresas, de marcas globais a os serviços locais

• mais de 8 milhões de habitantes

• 4,2 milhões de trabalhadores

• 50 mil organizações comunitárias e voluntárias

 

Seja a mudança que você quer ver no mundo

“Seja a mudança que você quer ver no mundo” é uma frase creditada a Mahatma Gandhi (1869-1948) e veio à minha cabeça assim que li sobre a campanha Changing London (Transformando Londres).

David Robinson, um agente comunitário e pai de três filhos, e Will Horwitz, um pesquisador de política para uma instituição de caridade da comunidade, ambos vivendo na zona leste da cidade, abriram o blog com um objetivo muito justo e focado: levantar ideias que possam moldar Londres nas próximas décadas.

Eles afirmam que o prefeito de Londres tem o maior mandato eleito diretamente do Reino Unido (quatro anos), e se os políticos não usarem ideias discutidas no blog, eles vão persuadi-los a fazê-lo.

Todos os londrinos são convidados a participar. E, sim, você pode discordar, de acordo com as palavras deles: “Por favor, discorde de nossas sugestões, mas não fique parado. Ter o debate e provocar novos pensamentos é o objetivo do projeto”.

Para contribuir, é possível enviar ideias em frases curtas através do blog, escrever um post completo nele, comentar os posts de outras pessoas, comunicar-se via Twitter ou coletar ideias no mundo real. Neste caso, eles defendem que a conversa deve ocorrer nas ruas e nas comunidades, trazendo a discussão on-line para o mundo off-line, algo realmente louvável.

Lendo rapidamente o blog, é possível encontrar sugestões como bilhetes de transporte público pagos por tempo, “para que possamos mudar o meio de transporte dentro desse tempo sem gastar mais”, ou melhorar a consciência sobre o câncer, uma vez que “isso não é ensinado nas escolas e esta é uma questão preocupante”.

Conforme as ideias começaram a surgir, eles criaram alguns temas:

  • Tornar-se a melhor cidade do mundo para as crianças
  • Tornar-se da cidade mais amigável do mundo
  • Uma Londres mais justa – o combate às desigualdades e à pobreza
  • Melhor Habitação – resolver a crise de habitação em Londres
  • Começar um novo tipo de política
  • Aprender com outras cidades

É um esforço admirável! E pode ser seguido por muitas outras cidades ao redor do mundo. Que tal uma campanha ‘Changing Nova York’, ‘Changing Tókio’ ou ‘Changing São Paulo’?

Confira fotos na página deles do Flickr!

 

Eleições para prefeito de Londres

O papel de prefeito foi criado em 2000, quando houve a primeira eleição e Kevin Livingstone foi eleito. Quatro anos depois, ele foi escolhido novamente.

Em 2008, foi a vez de Boris Johnson se tornar prefeito, e ele repetiu o feito em 2012. Seu salário atual é de £ 143 mil (cerca de R$ 564 mil) por ano.

A próxima eleição será realizada em 5 de maio de 2016.