The (controversial) year of the bus

This year, Transport for London (TfL) and the London Transport Museum have been celebrating the ‘Year of the Bus’. Several events, exhibitions and activities have been presented to connect Londoners with what is not only one of their means of transportation, but also a symbol of the city.

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They explain: “It’s been 60 years since the creation of the iconic Routemaster, 75 years since the launch of the RT-Type bus and 100 years since the world’s first mass-produced motor bus, the B-Type ‘Battle Bus’ that carried soldiers to the frontline during the First World War.”

The RT Type was the predecessor of the Routemaster model, with very similar looks

The RT Type was the predecessor of the Routemaster model, with very similar looks

According to TfL, each day 8,600 buses operate across 700 bus routes, serving 19,500 bus stops and carrying 6.5 million passengers, more than the rest of England combined.

Many busses garages have held special open days to celebrate it, displaying historic vehicles and offering fun activities. On June 7, it is Alperton bus garage’s turn and, on June 21, Stockwell’s. Check the whole calendar here.

Also, the Mayor of London, Boris Johnson, unveiled a specially commissioned silver-painted New Routemaster to mark the year. Gifts and souvenirs inspired by London’s buses are available from the London Transport Museum shop.

The New Routemaster, specially silver-painted to mark the year

The New Routemaster, specially silver-painted to mark the year

But not everything in the garden is rosy, in this celebration year. TfL has decided to go cashless on buses from July 6. Yes, that is it: no cash to pay for a ride anymore. You should carry your Oyster card with you topped up at all times.

A consultation was held and two-thirds of the 37,000 respondents were against their decision, but that did not stop TfL from going ahead. They say only 1% of passengers pay with cash, but this low percentage means 24 million journeys a year.

People are worried; more ticket machines are needed, especially away from the central area, and they rejected the idea of installing Oyster machines by bus stops, and drivers should be trained to deal with uninformed people in a sensible way.

There is also a delicate issue concerning tourists. TfL says most of them know how to pick up a Visitor Oyster card – the plastic smartcard they can use instead of paper tickets, and the cheapest way to pay for single journeys on bus, Tube, tram, DLR, London Overground and most National Rail services in London. The town has been considered the world capital for tourists. In 2013, it received 16.8 million visitors, a record that made it beat Paris as the top city to visit. And from this year on, all these people will have to learn new ways to pay for their buses rides.

The Visitor Oyster card

The Visitor Oyster card

Contactless – It is also possible to pay for bus using contactless credit, debit or charge cards, since it has been issued in the UK and displays the contactless payment symbol.

The contactless payment symbol

The contactless payment symbol

All users should do is touch the card on the yellow card reader, as they board, as they do with Oyster.

But be aware: if there are other cards in your wallet or bag when you try to touch in, the reader may detect them and it won’t be able to identify which one it should read. The card is then rejected, what they call as ‘card clash’. Your fare could be charged to a card you didn’t intend to pay with.

Contactless payment is cheaper though: £1.45 for each bus journey.

If you need more information on how it works, download this TfL PDF file.

 

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O (polêmico) ano do ônibus

Este ano, o Transport for London (TfL), órgão responsável pela operação diária de transporte público da capital, e o Museu do Transporte de Londres estão comemorando o ‘Ano do Ônibus’. Diversos eventos, exposições e atividades são apresentados para conectar os londrinos com o que é não apenas um dos seus meios de transporte, mas também um ícone da cidade.

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Eles explicam: “São 60 anos desde a criação do Routemaster, 75 anos do lançamento do ônibus RT-Type e 100 anos do primeiro ônibus motorizado produzido em massa, o B-Type, que carregou soldados para o front durante a Primeira Guerra Mundial”.

O Routemaster se tornou um dos símbolos da cidade

O Routemaster se tornou um dos símbolos da cidade

De acordo com o TfL, diariamente 8.600 ônibus trafegam por 700 rotas, atendendo 19.500 pontos e carregando 6,5 milhões de passageiros, mais do que todo o restante da Inglaterra somado.

Muitas garagens de ônibus têm realizado eventos abertos especiais, exibindo veículos históricos e oferecendo atividades de lazer. Em 7 de junho, será a vez da garagem de Alperton e, em 21 de junho, de Stockwell. Veja o calendário completo aqui.

Ainda, o Prefeito de Londres, Boris Johnson, apresentou um Novo Routemaster pintado em prata, especialmente encomendados para marcar o ano. Presentes e lembranças inspiradas nos ônibus de Londres estão disponíveis na loja do Museu do Transporte.

Um Novo Routemaster, pintado em prata, foi lançado para marcar as comemorações

Um Novo Routemaster, pintado em prata, foi lançado para marcar as comemorações

Mas nem tudo são flores nesse ano de comemoração. O TfL decidiu não mais aceitar dinheiro em espécie nos ônibus a partir de 6 de julho. Sim, é isso mesmo: nada de dinheiro para pagar pela corrida. Você deve levar seu cartão de transporte Oyster carregado com créditos o tempo todo.

Uma consulta foi realizada e dois terços dos 37 mil entrevistados foram contra a decisão, mas isso não impediu o TfL de ir em frente. Eles dizem que apenas 1% dos passageiros pagam com dinheiro, mas este baixo percentual significa 24 milhões de viagens por ano.

As pessoas estão preocupadas; mais máquinas de bilhetes são necessárias, especialmente fora da área central, e eles rejeitaram a ideia de instalar máquinas de Oyster em pontos de ônibus, e os motoristas devem ser treinados para lidar com pessoas desinformadas de uma forma sensata.

Há também uma questão delicada envolvendo os turistas. O TfL diz que a maioria deles sabe como pegar um cartão Oyster Visitante – o cartão de plástico que podem usar em vez de bilhetes de papel, e a forma mais barata para pagar viagens individuais de ônibus, metro, bonde elétrico, DLR, London Overground e a maioria dos serviços da National Rail em Londres. A cidade foi considerada a capital mundial para os turistas. Em 2013, recebeu 16,8 milhões de visitantes, um recorde que a fez bater Paris como a melhor cidade para visitar. E a partir deste ano, todas essas pessoas terão que aprender novas maneiras de pagar por suas viagens de ônibus.

O cartão Oyster para visitantes, a forma mais segura e prática daqui para frente de pagar pelas viagens de ônibus

O cartão Oyster para visitantes, a forma mais segura e prática daqui para frente de pagar pelas viagens de ônibus

‘Contactless’ – Também é possível pagar pelo ônibus utilizando cartão de crédito, de débito ou recarregáveis ‘contactless’, uma vez que ele tenha sido emitido no Reino Unido e exiba o símbolo de pagamento.

O símbolo do 'contactless'

O símbolo do ‘contactless’

Tudo o que os usuários devem fazer é tocar o cartão no leitor amarelo ao embarcar, como fazem com o Oyster.

Mas lembre-se: se há outros cartões em sua carteira ou bolsa quando você tenta tocar o cartão, o leitor pode detectá-los e não vai ser capaz de identificar qual deles deve ler. O cartão é então rejeitado, o que chamam de ‘card clash’. A tarifa pode ser cobrada em um cartão com o qual você não tinha a intenção de pagar.

O pagamento ‘contactless’, porém, é mais barato: £ 1,45 por cada viagem de ônibus.

Se precisar de mais informações sobre como ele funciona, baixe este arquivo em PDF do TfL.

Be the change you want to see in the world

“Be the change you want to see in the world” is a sentence credited to Mahatma Gandhi (1869-1948), and it came to my mind as soon as I read about the Changing London campaign.

David Robinson, a community worker and a father of three, and Will Horwitz, a policy researcher for a community charity, both living in east London, opened up the blog with a real fair and objective goal: bring ideas that could shape London for decades to come.

They claim the London mayor has the UK’s largest directly elected mandate (four years), and if politicians don’t pick ideas discussed on the blog, they will persuade them to.

All Londoners are extremely much invited to join in. And, yes, you can disagree, according to their own words: “Disagree with our suggestions by all means but don’t sit still. Having the debate and sparking new thinking is the purpose of the project”.

To contribute, one can send ideas in short sentences through the blog, write a full post on it, comment other people’s posts, communicate via Twitter or collect ideas in the real world. In this case, they explain the conversation must take place on streets and in communities, bringing the online discussion to the off-line world, something truly praiseworthy.

Briefly scanning through the blog, it is possible to find suggestions as public transport tickets to be timed, “so we can switch modes of transport within that time without spending more”, or cancer awareness to be improved, since “it is not taught in education, and this is a worrying issue”.

As the ideas started to emerge, they created some themes:

  • Becoming the world’s premier city for children
  • Becoming the world’s friendliest city
  • A fairer London – tackling inequality and poverty
  • Better Housing – solving London’s housing crisis
  • Beginning a new kind of politics
  • Learning from other cities

That’s an admirable effort! And it should be followed by many other cities around the world. What about a ‘Changing New York’, ‘Changing Tokyo’ or ‘Changing Sao Paulo’ campaign?

Check out pictures on their Flickr page!

 

London mayoral election

The mayor role was created in 2000, when the first election took place, and Kevin Livingstone was elected. Four years later, he was chosen again.

In 2008, it was Boris Johnson’s turn to become the mayor, and he repeated the feat in 2012. His current salary is £143,911 per year.

The next election will take place on May 5, 2016.

 

Seja a mudança que você quer ver no mundo

“Seja a mudança que você quer ver no mundo” é uma frase creditada a Mahatma Gandhi (1869-1948) e veio à minha cabeça assim que li sobre a campanha Changing London (Transformando Londres).

David Robinson, um agente comunitário e pai de três filhos, e Will Horwitz, um pesquisador de política para uma instituição de caridade da comunidade, ambos vivendo na zona leste da cidade, abriram o blog com um objetivo muito justo e focado: levantar ideias que possam moldar Londres nas próximas décadas.

Eles afirmam que o prefeito de Londres tem o maior mandato eleito diretamente do Reino Unido (quatro anos), e se os políticos não usarem ideias discutidas no blog, eles vão persuadi-los a fazê-lo.

Todos os londrinos são convidados a participar. E, sim, você pode discordar, de acordo com as palavras deles: “Por favor, discorde de nossas sugestões, mas não fique parado. Ter o debate e provocar novos pensamentos é o objetivo do projeto”.

Para contribuir, é possível enviar ideias em frases curtas através do blog, escrever um post completo nele, comentar os posts de outras pessoas, comunicar-se via Twitter ou coletar ideias no mundo real. Neste caso, eles defendem que a conversa deve ocorrer nas ruas e nas comunidades, trazendo a discussão on-line para o mundo off-line, algo realmente louvável.

Lendo rapidamente o blog, é possível encontrar sugestões como bilhetes de transporte público pagos por tempo, “para que possamos mudar o meio de transporte dentro desse tempo sem gastar mais”, ou melhorar a consciência sobre o câncer, uma vez que “isso não é ensinado nas escolas e esta é uma questão preocupante”.

Conforme as ideias começaram a surgir, eles criaram alguns temas:

  • Tornar-se a melhor cidade do mundo para as crianças
  • Tornar-se da cidade mais amigável do mundo
  • Uma Londres mais justa – o combate às desigualdades e à pobreza
  • Melhor Habitação – resolver a crise de habitação em Londres
  • Começar um novo tipo de política
  • Aprender com outras cidades

É um esforço admirável! E pode ser seguido por muitas outras cidades ao redor do mundo. Que tal uma campanha ‘Changing Nova York’, ‘Changing Tókio’ ou ‘Changing São Paulo’?

Confira fotos na página deles do Flickr!

 

Eleições para prefeito de Londres

O papel de prefeito foi criado em 2000, quando houve a primeira eleição e Kevin Livingstone foi eleito. Quatro anos depois, ele foi escolhido novamente.

Em 2008, foi a vez de Boris Johnson se tornar prefeito, e ele repetiu o feito em 2012. Seu salário atual é de £ 143 mil (cerca de R$ 564 mil) por ano.

A próxima eleição será realizada em 5 de maio de 2016.

 

A “Ponte Jardim”

Pôster oficial convida os londrinos a opinar sobre o projeto / Crédito: tfl.gov.uk

O governo local está convocando a população de Londres para opinar sobre um projeto arrojado: eles querem construir (mais) uma ponte sobre o Tâmisa, ou melhor, uma passarela em meio a um jardim.

O projeto se chama “Garden Bridge”, ou “Ponte Jardim”, e é liderado pela The Garden Bridge Trust, instituição de caridade criada apenas para promovê-lo e angariar fundos para sua construção.

A origem do dinheiro foi o primeiro questionamento da população. Fica difícil investir em algo supérfluo quando há problemas na saúde e na educação, entre outros. Porém, o governo garante que os 60 milhões de libras necessários virão de investidores privados – ou não haverá Garden Bridge.

Perspectiva da ponte / Crédito: http://www.heatherwick.com

Sem dúvida, trata-se de uma construção para deixar a paisagem ainda mais bonita, um novo marco da cidade procurado e repleto de turistas. Os desenhos do projeto não deixam dúvidas.

Mas necessidade de fato, talvez não exista. A conhecidíssima Tower Bridge foi construída no fim do século XIX porque a coitada da London Bridge já não dava mais conta do trânsito de charretes e pessoas na região central. Congestionamentos eram constantes. A Rainha Vitória abriu uma competição para escolher o melhor design e em oito anos ela estava pronta.

Hoje, é possível cruzar o Tâmisa na Grande Londres em 34 pontes. Os londrinos têm até 20 de dezembro para dar sua opinião sobre a implantação dessa que seria a 35ª e ficaria entre as de Waterloo e Blackfriars.

O projeto foi desenvolvido pelas agências Heatherwick Studio, Dan Pearson Studio e Arup, que venceram em junho uma concorrência feita pelo Transport for London (TfL). A Heatherwick também foi a vencedora de uma competição da prefeitura para selecionar um novo design para os ônibus da cidade, em 2010. O “ônibus do Boris”, como é chamado – uma referência ao prefeito Boris Johnson – pode hoje ser usado em quatro rotas, já que a substituição é gradativa.

A última ponte inaugurada em Londres foi a Millennium Bridge em 2000, também para pedestres. Ela foi fechada em seguida por questões de segurança e aberta novamente em 2002.

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Vista ao entardecer / Crédito: http://www.heatherwick.com

Acesso à ponte a partir da Arundel Street / Crédito: http://www.heatherwick.com