How to make London the best place to grow up

Some weeks ago, I wrote about the Changing London platform: Two Londoners, David Robinson and Will Horwitz, set up a site to showcase, debate and develop bold, ambitious ideas for London’s next Mayor from London’s citizens and friends.

Over the European winter of 2013/14, almost 150 blog posts were submitted packed with ideas for the city. Now, they have started pulling them together into a series of six discussion papers.

Their goal is to launch a paper for a month, in order to inform and influence the debate about the mayoralty and to help lift the ambitions of the next mayor.

The first one is ‘The Best Place in the World to Grow Up’, and you can download it here. They explain:

This paper draws on the ideas (…) to propose one possible vision for London’s next Mayor: a city re-oriented around our children, guaranteeing the next generation a set of rights for which they could hold us to account. A great place to grow up. The ideas are – we hope – thought-provoking and in some cases radical but they are tentative and there is far more to say.”

Children having fun, singing in the park for passerbys. Photo: U.S. Embassy London - https://www.flickr.com/photos/usembassylondon/

Children having fun, singing in the park for passerbys. Photo: U.S. Embassy London – https://www.flickr.com/photos/usembassylondon/

Summing up: What if the Mayor, its businesses, public services, charities and citizens determined to make London the greatest place on Earth to raise a child? It is part of its content: a fun, friendly community, the first step into a career, a decent income and good home and the right to be heard.

Why bother? Well, they hope politicians will pick ideas – you can contribute. After all, the London mayor has the UK’s largest directly elected mandate. Electors should support candidates with a vision and a programme that matches the scale of the opportunity; fair, deliverable and ambitiously bold. So be it!

School children visiting the British Museum – Photo: Jorge Royan - http://www.royan.com.ar/Royan/Home.html

School children visiting the British Museum – Photo: Jorge Royan – http://www.royan.com.ar/Royan/Home.html

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Como fazer de Londres o melhor lugar para crescer

Algumas semanas atrás, escrevi sobre a plataforma Changing London (ou ‘Mudando Londres’): dois londrinos, David Robinson e Will Horwitz, criaram um site para apresentar, debater e desenvolver ideias ousadas e ambiciosas de cidadãos e amigos para o próximo prefeito de Londres.

Durante o inverno europeu de 2013/14, quase 150 posts foram submetidos com ideias para a cidade. Agora, eles começaram a reuni-las em uma série de seis documentos de reflexão.

O objetivo é lançar um documento por mês, a fim de informar e influenciar o debate sobre a prefeitura e ajudar a levantar as ambições do próximo prefeito.

O primeiro documento é “O melhor lugar do mundo para crescer”, e você pode baixá-lo aqui. Eles explicam:

Este documento baseia-se nas ideias (…) para propor uma visão possível para o próximo prefeito de Londres: uma cidade re-orientada para nossas crianças, garantindo à próxima geração um conjunto de direitos para que possam nos obrigar a prestar contas. Um ótimo lugar para crescer. As ideias são – esperamos – instigantes e, em alguns casos, radicais, mas são provisórias e há muito mais a ser dito”.

Crianças em Lambeth, Londres. Foto: Lewis Clarke - http://www.geograph.org.uk/profile/11775

Crianças em Lambeth, Londres. Foto: Lewis Clarke – http://www.geograph.org.uk/profile/11775

Resumindo: e se o prefeito, os negócios, serviços públicos, instituições de caridade e cidadãos estivessem determinados a fazer de Londres o melhor lugar na Terra para criar uma criança? Faz parte do conteúdo: uma comunidade divertida e amigável, o primeiro passo para uma carreira, um rendimento digno e um bom lar e o direito de ser ouvido.

Por que se importar? Bem, eles esperam que os políticos usem essas ideias – você pode contribuir. Afinal, o prefeito de Londres tem o maior mandato eleito diretamente do Reino Unido. Eleitores devem apoiar candidatos com uma visão e um programa que combinem com a escala da oportunidade; que seja justo, possível de entregar e fortemente ambicioso. Que assim seja!

Estudantes visitam a Trafalgar Square. Foto: David Holt - https://www.flickr.com/photos/zongo/

Estudantes visitam a Trafalgar Square. Foto: David Holt – https://www.flickr.com/photos/zongo/

The world’s first national park city

Last month, I found out about the Greater London National Park campaign, and I have to say I got surprised!

I had never thought such an initiative could be possible!

Basically, the idea is to make London the world’s first national park city – ‘national park cities’ do not exist yet, and they believe that it is such an opportunity that should be taken. They say:

London is an incredibly diverse place. 8.3 million humans speaking 300 languages share the city with 13,000 wild species as well as lots of cats and dogs. (…) 60% of London is open land and 47% of Greater London is green. As well as the 3,000 parks, 142 local nature reserves, 36 sites of special scientific interest, 4 UNESCO World Heritage Sites and 2 National Nature Reserves within the city’s limits, there are 3.8 million private gardens. For its size, London is one of the very greenest cities in the world – something to celebrate.”

Map of the Greater London National Park, as published on the campaign website

Map of the Greater London National Park, as published on the campaign website

What would change?

Daniel Raven-Ellison, a Guerrilla Geographer and campaigner, wrote an article on the Guardian, explaining:

The statutory purpose of national park status is to ‘conserve and enhance the natural beauty, wildlife and cultural heritage of the area’ and ‘promote opportunities for the understanding and enjoyment of the special qualities of the park by the public.’ What if we took these ideas and applied them to London? I think this would radically change how we see, think about, design, manage and experience the city.”

Supporters of the campaign, as published on its website

Supporters of the campaign, as published on its website

He defendes that by being active outdoors in green space would improve collective health. Also, costs with air quality, climate change and flooding could be mitigated by a strong greening strategy that boosts natural habitats.

Arnos Park, London Borough of Enfield, N11. Photo: Ewan Munro - https://www.flickr.com/photos/55935853@N00/

Arnos Park, London Borough of Enfield, N11. Photo: Ewan Munro – https://www.flickr.com/photos/55935853@N00/

For the ones asking why should Londoners allow another layer of governance or saying it looks like a new bit of paper for status, they answer:

This is not a proposal to change planning policy in the capital. The Greater London National Park would not have the planning powers that so many residents in current National Parks dislike. Nor would it replace the thousands of organisations who are already doing incredible work across the capital. (…) The Park’s leadership role would be to inform and inspire best practice, help better to co-ordinate and promote London’s biodiversity and recreational opportunities.”

What are your thoughts? They’ve got a very complete website, with loads of information, and a petition to be signed.

They also support the Garden Bridge, which we have already spoken about.

A primeira cidade-parque nacional do mundo

No mês passado, descobri a campanha pelo Greater London National Park, e confesso que fiquei surpresa!

Nunca tinha pensado que tal iniciativa fosse possível!

A ideia, basicamente, é fazer de Londres a primeira cidade-parque nacional do mundo – ainda não existem ‘cidades-parques nacionais’, e eles acreditam que essa é uma oportunidade. Eles afirmam:

Londres é um lugar extremamente diversificado. 8,3 milhões de humanos que falam 300 línguas dividem a cidade com 13 mil espécies selvagens, bem como uma grande quantidade de gatos e cães. (…) 60% de Londres é de terreno aberto e 47% da Grande Londres é verde. Assim como os 3 mil parques, 142 reservas naturais locais, 36 locais de especial interesse científico, 4 Patrimônios Mundiais da UNESCO e 2 Reservas Naturais Nacionais dentro dos limites da cidade, existem 3,8 milhões de jardins privados. Por seu tamanho, Londres é uma das cidades mais verdes do mundo – algo para comemorar”.

logo

O que mudaria?

Daniel Raven-Ellison, um geógrafo “guerrilheiro” e organizador da campanha, escreveu um artigo no Guardian, explicando:

A finalidade estatutária do status de parque nacional é ‘conservar e realçar a beleza natural, a vida selvagem e cultural do patrimônio da área’ e ‘promover oportunidades para o conhecimento e apreciação das qualidades especiais do parque pelo público’. E se a gente levasse essas ideias e as aplicasse em toda Londres? Acho que isso iria mudar radicalmente a forma como vemos, pensamos, concebemos, administramos e utilizamos a cidade”.

A localização do "parque" Londres e dos demais parques do Reino Unido, publicado no site oficial da campanha

A localização do “parque” Londres e dos demais parques do Reino Unido – mapa publicado no site oficial da campanha

Ele defende que ser ativo ao ar livre melhoraria a saúde coletiva e poderia influenciar positivamente em condições como obesidade e sáude mental. Além disso, custos com a qualidade do ar, mudanças climáticas e enchentes poderiam ser atenuados por uma estratégia ecológica forte que aumentasse os habitats naturais.

Hyde Park - foto: B. Monginoux /Landscape-Photo.net (cc by-nc-nd)

Hyde Park – foto: B. Monginoux /Landscape-Photo.net (cc by-nc-nd)

Aos que perguntam por que os londrinos deveriam permitir outra camada de governança ou que dizem que isso se parece mais um novo pedaço de papel para status, eles respondem:

Esta não é uma proposta para mudar a política de planejamento na capital. O Greater London National Park não teria os poderes de planejamento que tantos moradores não gostam em Parques Nacionais. Também não substituiria as milhares de organizações que já fazem um trabalho incrível em toda a capital. (…) O papel de liderança do parque seria o de informar e inspirar as melhores práticas, ajudar a coordenar e promover melhor a biodiversidade de Londres e as oportunidades de lazer”.

O que você acha? Eles têm um site muito completo, com muita informação, e uma petição para ser assinada.

Eles também apoiam a Ponte Jardim, sobre a qual já falamos aqui.

Woodcote Village Green, em Croydon, Londres - Foto: Ewan Munro - https://www.flickr.com/photos/55935853@N00/

Woodcote Village Green, em Croydon, Londres – Foto: Ewan Munro – https://www.flickr.com/photos/55935853@N00/

Be the change you want to see in the world

“Be the change you want to see in the world” is a sentence credited to Mahatma Gandhi (1869-1948), and it came to my mind as soon as I read about the Changing London campaign.

David Robinson, a community worker and a father of three, and Will Horwitz, a policy researcher for a community charity, both living in east London, opened up the blog with a real fair and objective goal: bring ideas that could shape London for decades to come.

They claim the London mayor has the UK’s largest directly elected mandate (four years), and if politicians don’t pick ideas discussed on the blog, they will persuade them to.

All Londoners are extremely much invited to join in. And, yes, you can disagree, according to their own words: “Disagree with our suggestions by all means but don’t sit still. Having the debate and sparking new thinking is the purpose of the project”.

To contribute, one can send ideas in short sentences through the blog, write a full post on it, comment other people’s posts, communicate via Twitter or collect ideas in the real world. In this case, they explain the conversation must take place on streets and in communities, bringing the online discussion to the off-line world, something truly praiseworthy.

Briefly scanning through the blog, it is possible to find suggestions as public transport tickets to be timed, “so we can switch modes of transport within that time without spending more”, or cancer awareness to be improved, since “it is not taught in education, and this is a worrying issue”.

As the ideas started to emerge, they created some themes:

  • Becoming the world’s premier city for children
  • Becoming the world’s friendliest city
  • A fairer London – tackling inequality and poverty
  • Better Housing – solving London’s housing crisis
  • Beginning a new kind of politics
  • Learning from other cities

That’s an admirable effort! And it should be followed by many other cities around the world. What about a ‘Changing New York’, ‘Changing Tokyo’ or ‘Changing Sao Paulo’ campaign?

Check out pictures on their Flickr page!

 

London mayoral election

The mayor role was created in 2000, when the first election took place, and Kevin Livingstone was elected. Four years later, he was chosen again.

In 2008, it was Boris Johnson’s turn to become the mayor, and he repeated the feat in 2012. His current salary is £143,911 per year.

The next election will take place on May 5, 2016.

 

Seja a mudança que você quer ver no mundo

“Seja a mudança que você quer ver no mundo” é uma frase creditada a Mahatma Gandhi (1869-1948) e veio à minha cabeça assim que li sobre a campanha Changing London (Transformando Londres).

David Robinson, um agente comunitário e pai de três filhos, e Will Horwitz, um pesquisador de política para uma instituição de caridade da comunidade, ambos vivendo na zona leste da cidade, abriram o blog com um objetivo muito justo e focado: levantar ideias que possam moldar Londres nas próximas décadas.

Eles afirmam que o prefeito de Londres tem o maior mandato eleito diretamente do Reino Unido (quatro anos), e se os políticos não usarem ideias discutidas no blog, eles vão persuadi-los a fazê-lo.

Todos os londrinos são convidados a participar. E, sim, você pode discordar, de acordo com as palavras deles: “Por favor, discorde de nossas sugestões, mas não fique parado. Ter o debate e provocar novos pensamentos é o objetivo do projeto”.

Para contribuir, é possível enviar ideias em frases curtas através do blog, escrever um post completo nele, comentar os posts de outras pessoas, comunicar-se via Twitter ou coletar ideias no mundo real. Neste caso, eles defendem que a conversa deve ocorrer nas ruas e nas comunidades, trazendo a discussão on-line para o mundo off-line, algo realmente louvável.

Lendo rapidamente o blog, é possível encontrar sugestões como bilhetes de transporte público pagos por tempo, “para que possamos mudar o meio de transporte dentro desse tempo sem gastar mais”, ou melhorar a consciência sobre o câncer, uma vez que “isso não é ensinado nas escolas e esta é uma questão preocupante”.

Conforme as ideias começaram a surgir, eles criaram alguns temas:

  • Tornar-se a melhor cidade do mundo para as crianças
  • Tornar-se da cidade mais amigável do mundo
  • Uma Londres mais justa – o combate às desigualdades e à pobreza
  • Melhor Habitação – resolver a crise de habitação em Londres
  • Começar um novo tipo de política
  • Aprender com outras cidades

É um esforço admirável! E pode ser seguido por muitas outras cidades ao redor do mundo. Que tal uma campanha ‘Changing Nova York’, ‘Changing Tókio’ ou ‘Changing São Paulo’?

Confira fotos na página deles do Flickr!

 

Eleições para prefeito de Londres

O papel de prefeito foi criado em 2000, quando houve a primeira eleição e Kevin Livingstone foi eleito. Quatro anos depois, ele foi escolhido novamente.

Em 2008, foi a vez de Boris Johnson se tornar prefeito, e ele repetiu o feito em 2012. Seu salário atual é de £ 143 mil (cerca de R$ 564 mil) por ano.

A próxima eleição será realizada em 5 de maio de 2016.